OITO VERDADES SOBRE O BATISMO EM CRISTO (Parte 3 de 3)

Por  Evangevaldo Farias de Souza

Nos dois primeiros textos trabalhamos com seis verdades sobre o batismo: 1) O batismo: por que é necessário; 2) O batismo: nossa união com Cristo – nascendo de novo, recebendo a imagem de Deus e nos tornando Seus filhos, juntos com Jesus; 3) O que acontece no batismo; 4) A urgência dos apóstolos; 5) O ensino de Jesus; 6) O sofisma da necessidade de ensino antes do batismo.

Nesta terceira e última parte, além da conclusão, apresentarei mais duas verdades: 7) A falsa segurança da “fé declarada”; 8) Por que a imersão na água.

7. A falsa segurança da “fé declarada”

Os apóstolos do primeiro século não criam em uma salvação sem santificação (Hb 12.14). Sabiam que o Senhor Jesus se tornou o autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem (Hb 5.9). Sabiam que “a fé que justifica é a mesma fé que santifica” (James Phillips). A marca maior de um verdadeiro convertido é apresentar “fruto digno do arrependimento”, e não uma declaração de fé. A marca do legítimo filho de Deus é sua obediência e não sua fé declarada. O Filho Único, que se tornou o Primogênito, foi obediente até à morte (Fp 2,8). Os demais filhos devem lutar contra o pecado resistindo até ao sangue (Hb 12.4)

O chamado “jovem rico” cria que Jesus poderia salva-lo (Mc 10.17), mas não quis dar sequência a esta fé, ou seja, obedecer a Jesus em tudo, incondicionalmente (Mc 10.21,22). Algum de nós ousaria dizer que aquele homem foi salvo? Sabemos, todos, o que impediu sua salvação? Entendemos que foi sua recusa em obedecer a Jesus que o tirou do Reino de Deus? Podemos, então, admitir que sua fé declarada não foi capaz salva-lo?

Observemos melhor este episódio:

·  O homem era sincero. Nenhum rico (os ricos normalmente zelam por sua reputação) está disposto a se ajoelhar em praça pública, aos pés de alguém, a não ser que esteja sinceramente sedento pelo que procura. Aquele homem estava – ele procurava salvação (Mc 10.17);

·  Ele era sério e honesto (mais, talvez, que muitos cristãos professos). Declarou-se praticante de todos os mandamentos que Jesus enumerou, e Jesus não o contestou, como fazia com os fariseus hipócritas (embora seja interessante notar que todos os mandamentos que o Senhor citou para ele só falavam da relação entre pessoas e nenhum envolvia a relação com Deus ou questões do coração);

·  Ele tinha fé que Jesus fosse divino porque O chamou de “bom” e, como um judeu conhecedor da lei, ele sabia que só Deus é bom.

Este exemplo é muito esclarecedor e evidencia duas verdades importantíssimas:

a. Como uma vida de retidão divorciada da fé em Cristo não pode salvar porque é baseada na justiça humana (Rm 3.20; 11.32; Gl 3.22);

b. Como uma “fé em Cristo”, sem um compromisso de total obediência, não pode salvar porque é uma fé falsa, não sendo a fé bíblica que justifica e santifica e, por isso, salva. A verdadeira fé em Jesus é evidenciada pela obediência (Tg 2.18,19). Os que, verdadeiramente, crêem em Jesus, O amam. Os que amam a Jesus, O obedecem (Jo 14.21-24). Se alguém não obedece a Cristo fica claro que este alguém não O ama e nem crê nEle e, portanto, não está salvo. Como está escrito: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade (obedece) de meu Pai que está nos céus” (Mt 7.21). E, ainda, “Se alguém não ama ao Senhor, seja anátema” (1Co 16.22)!

Muitos foram curados por Jesus porque creram que Ele poderia curá-los, mas não tiveram fé para segui-Lo e obedecê-lo. Estes tais ficaram de fora do Reino de Deus. Aqueles que ensinam que o batismo pode ser protelado sem grandes conseqüências espirituais, devem voltar os olhos para a Escritura, sem os preconceitos e vícios “igrejeiros” de interpretação das Escrituras, considerando todos os textos que falam do batismo. Tal pessoa deve, também, considerar Mt 5.19 com o devido temor ao Senhor .

8. Por que a imersão na água

Não sabemos, nem precisamos saber, porque Jesus escolheu a imersão na água como forma de alguém demonstrar sua fé e definição pelo Reino de Deus. Poderia ser outra prática que Ele preferisse, mas Ele escolheu esta. Isto deve ser suficiente para todo aquele que entendeu que Jesus é o Senhor! Também não sabemos por que Ele escolheu o pão e o vinho para a celebração da ceia. Nem porque escolheu a cruz! Sabemos, contudo, que Ele teve Seu corpo rasgado e Seu sangue vertido na cruz. Sabemos que morreu e ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25). E, sabemos, sobretudo, que fomos unidos a Ele, tendo nosso velho homem carnal, descendente de Adão, destruído na cruz e, ressurgimos com Ele, Espírito Vivificante, para uma viva e gloriosa esperança (1Pe 1.3-5). Aleluia!

 Conclusão

Podemos concluir dizendo que, pela mesma porta por onde Adão saiu em rebelião, podemos entrar em bendita sujeição a Deus, unindo-nos ao Cordeiro. Do modo como a rebelião de Adão o fez afastar-se de sua fonte de vida, levando-o à morte, nossa sujeição e união com Cristo, nos devolve a vida do Eterno. Nosso Amado Senhor Jesus é esta porta, a porta das ovelhas. Quem entrar por Ele, achará pastagens! Aleluia!

Leia a parte 1 – https://jesusalegriadoshomens.wordpress.com/2018/07/29/oito-verdades-sobre-o-batismo-em-cristo-parte-1-de-3/

Leia a parte 2 – https://jesusalegriadoshomens.wordpress.com/2018/07/29/oito-verdades-sobre-o-batismo-em-cristo-parte-2-de-3/

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Um comentário sobre “OITO VERDADES SOBRE O BATISMO EM CRISTO (Parte 3 de 3)

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