Paulo Freire e a luta de classes na educação brasileira…

Para Paulo Freire, a educação brasileira, como funcionava na época em que elaborava suas primeiras teorias (final da década de 1960 e 70), era uma educação de “contradição” entre educador e educando. Ou seja, o primeiro ensinava (oprimia), e o segundo aprendia (era oprimido)…

Vemos o quão Paulo Freire encarava a educação sob o ponto de vista da luta de classes, onde o professor repassava aos seus alunos os valores burgueses, combatidos assiduamente pela esquerda, de modo que a Revolução Cultural pudesse se dar. O professor tradicional era encarado como o disseminador dos preceitos da burguesia, e o aluno enxergado como um “banco” onde o conhecimento burguês era depositado.

Vejamos uma passagem da “Pedagogia do Oprimido”, que revela muito bem o que afirmamos: “Na verdade, como mais adiante discutiremos, a razão de ser da educação libertadora está no seu impulso inicial conciliador. Daí que tal forma de educação implique na superação da contradição educador educandos, de tal maneira que se façam ambos, simultaneamente, educadores e educandos. Na concepção ‘bancária’ que estamos criticando, para a qual a educação é o ato de depositar, de transferir, de transmitir valores e conhecimentos, não se verifica nem pode verificar- se esta superação. Pelo contrário, refletindo a sociedade opressora, sendo dimensão da ‘cultura do silêncio’, a ‘educação’ ‘bancária’ mantém e estimula a contradição.”

O autor critica nitidamente a educação tradicional, afirmando que ela não forma seres pensantes, mas apenas pessoas submissas ao conhecimento formal (prenhe de valores burgueses), e que isso “alienaria” os alunos. Paulo Freire chamava de “contradição” o convívio normal entre professores e alunos, onde os primeiros depositariam nos segundos os seus saberes, sem que os últimos viessem a se tornar seres conscientes por causa disso. O modo de superar essa “contradição”, para o autor, seria por meio de uma “educação libertadora”, onde docente e discente aprenderiam juntos, e seria derrubada essa autoridade que os mestres exerciam até então (algo que está completamente destruído nos dias atuais…).

O “pedagogo” dizia que a educação tradicional não formava seres críticos e reflexivos porque o aluno não passava de um “banco” onde os conhecimentos eram depositados, e que estes saberes eram de cunho valorativo burguês. Então, pregando a sua “educação libertadora”, Paulo Freire afirmava que essa “contradição” (que na verdade não era contradição, mas respeito que o aluno tinha pelo professor); deveria ser substituída por uma outra espécie de relação, ondedocente e discente estivessem no mesmo patamar, e ambos ensinavam e aprendiam. Na teoria isso até pode parecer “bonitinho…”, mas sabemos que não tem resultados efetivos, porque o processo de ensino-aprendizagem é sim uma relação de poder onde um ensina e outro aprende, e esse empoderamento do professor deve ser mantido a qualquer custo, até para que disponha de meios (autoridade) para que possa exercer o seu trabalho.

Sem autoridade nenhuma forma de trabalho ou ofício pode ser exercido. Uma porque as relações humanas são uma relação de poder, e assim deve ser, notadamente o convívio entre professores e alunos. Sem um empoderamento por parte dos primeiros os últimos não lhe devotam o respeito, e qualquer processo de ensino-aprendizagem acaba sendo interrompido por causa daindisciplina, como ocorre nas escolas brasileiras há anos.

Ser um professor rígido e exigente na disciplina não significa “oprimir” os alunos, como os Paulo Freireanos pensam. Não se trata de uma “contradição” (luta de classes), mas o “mero” desempenho da função docente, que sem ordem e disciplina não pode gerar frutos, numa sala de aula.

A partir do momento que se encara a relação entre aluno e professor como uma luta de classes, se estabelece a discórdia no meio educacional. No entanto, o docente não é um opressor, mas um trabalhador intelectual que necessita de silêncio e harmonia em seu ambiente de trabalho, para que as ideias e as reflexões possam ocorrer (sem disciplina não existe pensamento e formação de caráter crítico…).

Mas foi isso que as escolas brasileiras viraram depois que Paulo Freire, com suas teorias, estabeleceu a luta de classes entre professores e alunos. E, em pouco tempo, os primeiros foram doutrinados pelas teorias esquerdistas nas universidades, de modo que as instituições de ensino transformaram-se numinstrumento de doutrinação esquerdista dentro da sociedade brasileira, manipuladas e administradas por políticos de esquerda que se utilizavam dessa maquinaria ideológica para imbecilizar os jovens e adolescentes.

Quão mais as teorias Paulo Freireanas ganhavam espaço no cenário educacional brasileiro, mais bagunçadas as escolas foram ficando pelo Brasil afora,quebrando-se a autoridade dos professores, que se tornaram pobres coitadosdepois que se submeteram aos interesses da esquerda pervertedora e destruidora dos valores tradicionais (burgueses).

Precisamos compreender que a sociedade brasileira funcionava muito melhor antes da chegada dessas ideias aos meios educacionais. A tal da “educação libertadora” de Paulo Freire não libertou os alunos de coisa alguma, muito menos da ignorância. Graças a essa “metodologia” que tirou a autoridade do professor e deu aos alunos a liberdade plena, que estes passaram a se tornaranalfabetos funcionais, na maior parte dos casos; porque o professor deve sim “depositar” seu saber nos alunos até uma determinada fase, para que aprendam os conteúdos mínimos necessários de que precisam para pensar e serem críticos – pois sem saberes ninguém faz crítica alguma, mas somente assente e consente… Mas claro, desde que os conhecimentos “depositados” pelos professores sejam corretos, e não a doutrinação esquerdista que tomou conta das escolas brasileiras, onde os alunos são doutrinados a pensar segundo os preceitos ideológicos da esquerda…

Que o aluno primeiro aprenda com os professores. Depois sim se capacita a trabalhar os conteúdos adquiridos, aprofundando-os segundo as suas necessidades. Quando se rompe cedo demais com a autoridade na vida da criança, e ela pensa que o professor é apenas um “sujeito qualquer”, e que ele deve aprender com ela (como Freire defendia…); qual o respeito que vai ter pelo “mestre”? Esse é o drama enfrentado pela educação brasileira hoje, que demonstra perfeitamente a destruição valorativa que foi promovida dentro das instituições de ensino.

Sabemos muito bem que é a família que educa. Mas cabe ao professor exercer suaautoridade e fazer valer seus valores dentro da sala de aula também (quando são saudáveis, é claro…). E isso não personifica “contradição” alguma (luta de classes), como quis Paulo Freire. Ele é que era um marxista revolucionário, e enxergava qualquer forma de hierarquia como opressão e luta de classes, onde os papéis deveriam ser invertidos, para que o “oprimido” fosse “libertado”.

A teoria “pedagógica” de Paulo Freire é mesmo ridícula, quando a analisamos com um pouco de atenção. Até parece que o professor tradicional era um “opressor”, e o alunos de antigamente uns “oprimidos”. O que existia em outros tempos era umrespeito mútuo entre os papéis, e as relações de poder eram encaradas como algo normal: aquele que ensinava e aquele que aprendia. O que temos hoje é abagunça plena, onde ninguém ensina e ninguém aprende, ocorrendo uma tremenda falta de respeito nos ambientes escolares, fazendo com que os professores sérios sofram horrores no seu dia a dia de trabalho, muitos deles chegando a desistir da profissão…

Fazer um aluno ficar sentado em silêncio e aprender não é opressão, contradição, luta de classes, etc.; mas o comportamento necessário para que o processo de ensino-aprendizagem possa se dar. No entanto, Paulo Freire e seus apoiadores dementes promoveram uma verdadeira revolução no sistema educacional brasileiro, lançando-o na lama. Não é à toa que o Brasil figura hoje entre as piores educações do mundo. Não é de admirar mesmo, num país onde professor não deve ensinar, mas aprender com o aluno (aprender o que?…).

É óbvio que o convívio com os alunos enriquece o professor também, mas os conteúdos de sua disciplina devem ser lecionados com autoridade, para que os alunos aprendam alguma coisa que preste. Do contrário viram uns burros e ignorantes, tendo a escola a função de cuidadora das crianças apenas (creche ou jardim de infância); enquanto que as novas gerações chegam a idade adulta sem ter aprendido nada. Grande revolução essa, pregada por Paulo Freire… Tamanha asneira só poderia vir da cabeça de um esquerdista fanático mesmo…

Concluindo: a escola deve ser um lugar de papéis bem definidos, um espaço de relações de poder (entre mestre e aluno), bem como onde reina o respeito e a disciplina. Tratam-se dos Valores presentes na tradicional cultura burguesa, os quais Paulo Freire e sua turma sonhavam destruir por meio da sua Revolução Cultural. E conseguiram, infelizmente… Agora nos cabe dar o Contra Golpe Cultural e revertermos isso, para que nossas crianças, jovens e adolescentes possam viver num país melhor, um dia.

Destruamos a educação revolucionária e resgatemos a educação tradicional, com sua ordem, disciplina, saberes e empoderamento dos professores. Somente assim se pode ter uma educação de qualidade!

(Prof. Maro Schweder)

Fonte: Paulo Freire e a luta de classes na educação brasileira…

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