O BATiSMO – Nossa União com Cristo na Sua morte.

Antes de entrar nesse tema específico, é preciso contextualizá-lo na história da humanidade. É preciso situar o homem em sua trajetória no mundo. Quando digo “homem” me refiro à humanidade, o gênero humano, homem e mulher, a natureza humana. Temos que voltar às bases da criação, ou mesmo antes dela. Se não fizermos isso, não teremos o link, ou seja, a conecção entre o passado e o futuro. Tudo é muito simples se for visto com olhares simples também.

Muito antes da criação do mundo, Deus já existia. Em algum lugar na eternidade passada já havia o Reino de Deus. Deus o eterno e absolutamente soberano, já existia. Com Ele já exista um Reino de seres angelicais. Anjos, Arcanjos, Serafins e Querubins. Todos seres espirituais. Porém, em Sua perfeita sabedoria decidiu criar um ser semelhante a ele mesmo, mas com uma característica a mais,  Um indivíduo com características próprias, auto pensante, com a capacidade de escolha e com uma estrutura terrena, física.  Assim, o homem seria um ser espiritual dotado com um corpo físico com a capacidade de multiplicar-se individualmente. Cada ser humano seria único. Não seriam criados, mas gerados. Bastaria uma matriz, um modelo e desse a reprodução que, no longo do tempo não só encheria a terra, como também o universo, infinitamente. O projeto original era perfeito. A criação do homem seria op pináculo da perfeição de toda criação. Os seres celestiais participavam desse projeto. Toda criação de Deus no mundo espiritual fazia parte desse eterno propósito. Deus queria uma grande família de homens semelhantes a ele mesmo.

O universo físico foi então projetado e criado para esse fim. Milhões e milhões de anos se projetam elo infinito universo afora. Galáxias, planetas, sistemas solares, estrelas, constelações e tudo o que existe fora de nossos olhas ou de qualquer imaginação, passou a existir para um único fim: A Família de Deus!

Porém, algo terrível acorreu nesse interim. Uma rebelião angelical. Isso mesmo, o Querubim mais próximo de Deus, o qual tinha o poder da musica e da beleza, o qual fora criado por um propósito eterno para ser o anjo de luz, rebelou-se! Algo maior e mais grandioso estava por ser criado, o homem. Esse seria a obra prima de toda a criação, mais do que anjos, mais do que arcanjos, mais do que serafins, mais do que querubins… O Homem, semelhante ao criador. Coisa que os outros seres não eram. O que Lucifer nunca foi. E foi exatamente o que ele gostaria de ser. Ele queria ser a obra da criação. Ele queria ser semelhante a Deus. Ele não aceitava ser o maior entre os iguais, nem o mais próximo de Deus. Ele queria ser Deus. E ele acreditava que poderia vir a ser. E ele criou uma mentira e acreditou nela. Ele acreditou que poderia vir a ser Deus.

Lúcifer então moveu suas intenções e passou a fazer política com os quais estavam sob sua influência. Milhares de anjos foram corrompidos. Milhares de seres foram atrás do criador da mentira. Acreditaram nessa mentira e retornaram-se parte de um exército celestial de oposição. Opunham-se à autoridade do único que detêm toda autoridade, Deus. Uma guerra entre seres poderosos ocorreu. Os efeitos dessa guerra não se podem ser medidos hoje, mas uma guerra atômica entre nós seria como fogos de artifícios comparada à guerra entre esses seres espirituais. O universo todo foi afetado. A perfeita ordem das coisas criadas saíram de seu eixo de equilíbrio. E tudo o que havia sido planejado para o eterno propósito de Deus, se estragou. Já não havia perfeição absoluta no universo. Já não havia ordem entre os elementos. O abismo surgiu do caos e dois reinos se estabeleceram… o Reino da Luz e o Reino das Trevas. O reino de Deus, que sempre existiu, e o reino de Satanás formado por ele e pela terça parte dos anjos dos céus que foram expulsos de lá.

Entretanto, Deus manteve seu eterno propósito de ter uma família de homens semelhantes a ele mesmo. Homens que escolheriam serví-lo, amá-lo, obedecê-lo e expressar toda sua glória, santidade e amor. Esse propósito é eterno, não muda jamais! A criação desse homem era definida! Apenas da interrupção ocorrida pela ação de Lúcifer e da necessária alteração do processo. Estabelecer a ordem das coisas era prioridade. Assim, começa a história da humanidade.

Quando lemos o primeiro versículo do primeiro capítulo dos Gênesis na Bíblia, lemos “No princípio criou Deus os céus e a terra”. E nisso está colocado toda essa pré-história narrada ainda a pouco. Milhões de anos se distanciam desse primeiro versículo do versículo que vem a seguir – “e a terra era sem forma e vazia e as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”. Chamo a isso de colocar a casa em ordem. É hora de iniciar o processo de criação do Homem. Mas primeiro era preciso ordenar o que estava bagunçado no universo. Era preciso colocar em ordem o local onde esse novo ser seria criado, onde iria desenvolver-se e multiplicar-se. Deus iria formar o homem e dotá-lo de capacidade para gerir o universo.

Em Sua onisciência, ou seja, com a capacidade para estar fora do tempo e espaço, Deus estabeleceu um recurso que fosse necessário caso ocorresse com o homem o mesmo que ocorrera com Lucifer. Para Lucifer não havia alternativa, mas para o homem sim, haveria uma alternativa! E Deus em sua eterna soberania e poder determinou que Seu Único Filho servisse de expiação para o resgate do homem. E isso ocorreu antes da criação do homem.

A ordem que se segue no livro dos Gênesis mostra a sequência de cada etapa até o momento em que Deus toma o pó da terra e cria o homem, soprando-lhe pelas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Um ser perfeito. Com uma capacidade mental perfeita. Com uma capacidade física super humana. Com um entendimento claro do propósito pelo qual havia sido criado. O homem que Deus criou era perfeito. A natureza humana era perfeita.

Porém, esse homem teria limites. Limites que o preservariam. Limites que ajudariam a crescer, multiplicar-se e encher a terra. Limites que o preservaria contra ações externas que pudessem macular sua existência.

E, mais uma vez, aquele ser rebelde, criador da mentira, conspirador no universo, interfere novamente no projeto do Eterno. Uma vez que não pode atacar diretamente a Deus, agora tenta desconfigurar a possibilidade de Deus ter o que sempre projetara. Lucifer iria buscar com todas as suas forças corromper o propósito eterno de Deus. Mas o que ele não sabia, é que Deus já tinha o recurso necessário para corrigir isso. E esse recurso seria a criação de um segundo homem. Esse segundo homem não seria carnal, mas celestial. Esse segundo homem, teria o poder sobre toda rebelião. E esse segundo homem nasceria da morte do primeiro.

Texto – Roberto Carlos

Fonte – http://novoperegrino.com/o-batismo-nossa-uniao-com-cristo-na-sua-morte/

 

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