Como vencer o orgulho

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Não temos como vencer o orgulho. Não em nós mesmos. Não há armas ou estratégias eficazes na nossa vontade, razão ou sentimento para derrotarmos esse inimigo. Não se vence o orgulho lendo livros, ouvindo mensagens, policiando a própria natureza. Na verdade, todo esforço humano para vencer o orgulho por si só já é orgulho.

Nem mesmo conseguimos por nós mesmos discernir as atitudes, reações e pensamentos como sendo frutos de nossa soberba ou não. O orgulho é um pecado de várias faces e disfarces. Ele se fantasia até de humildade e de espiritualidade. Quando nos parece não haver esperança, surge uma doce voz: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração…”. O orgulho, como todo pecado, só pode ser derrotado em nossa vida com intimidade com Aquele que É (não está, ou se faz) MANSO E HUMILDE.

Andar na presença de Jesus é tocar na SANTIDADE, na SANTIDADE que arde como fogo e queima toda impureza. Quando O HUMILDE viver em nós, quando O buscarmos em sincero relacionamento, quando praticarmos a Sua doce presença ininterruptamente, seremos transformados ‘de glória em glória.’ Mas, surge um perigo!! Muitas vezes ao buscá-Lo não fazemos com o coração disposto a encontrar somente a Ele. Quantas vezes nosso ‘relacionamento’ com Ele é baseado em uma lista interminável de pedidos ‘para a nossa satisfação’!! E, ao terminarmos, simplesmente nos levantamos e vamos cuidar dos nossos muito afazeres, planejar nossos planos, quando apenas ‘uma coisa é importante’.

Ele é o Único que importa. Se O desejarmos e com todo o coração O buscarmos, nada mais importa. A vida Dele preenchendo a nossa vida é garantia de purificação, de santificação e de paz. Não precisamos suplicar por humildade quando O Humilde de fato viver em nós. Não precisamos implorar por mansidão, quando Aquele que É Manso inundar todo o nosso ser. Mas, isso requer uma morte. A nossa morte. Não há novidade de vida, sem essa morte. Não há ressurreição, sem cruz. Não há purificação, sem fogo. Todavia, não há como Ele viver em nós sem a mortificação do nosso ego, da nossa vida da alma, da vida herdada de Adão. Nesse ponto, deve haver nossa decisão. O nosso esforço consiste tão somente em buscá-Lo. Ele não nos levará à força para a cruz, pois a cruz deve ser suportada espontanemante. Ele não nos arrastará a ela. Mas, depois que nos rendemos, a morte vem. E quando a morte vem, a ressurreição também vem. A morte cede lugar à Vida. Não a uma vida qualquer, mas Àquele que É A VIDA!

Outro perigo: o nosso ego orgulhoso quer imitar essa experiência de morte e vida. Ele já sabe que pode impressionar os homens, que pode ludibriá-los com falsa aparência de piedade, com discursos vãos, com demonstração de dons. Mas, a sua imitação não é tão boa quanto parece, pois em um momento o ego se mostrará, evidenciará todo o seu orgulho. Mas, mesmo nesse momento, surge mais uma oportunidade de mortificação, mais um convite para a cruz. Pois, o Senhor sabe o quanto ainda somos orgulhosos, mas nós muitas vezes não. Quando o ego se manifesta, podemos nos manter no estado em que estamos, vivos, ou nos decidir pela cruz.

Mesmo sendo tão miseráveis, de algum modo reconhecemos quando tocamos em alguém cuja vida é uma com Jesus. O doce perfume do incenso do Altar impregna aqueles que vivem prostrados nesse Altar. E algo ocorre. Por onde passa, esse sacerdote exala o ‘cheiro suave de Cristo’. Essa experiência não pode ser imitada pelo ego. Ele até tentará, mas o ‘perfume’ exalado não é o ‘perfume’ do Altar. Quando nos aproximamos de alguém que vive na presença do Senhor, somos inundados por um Rio de Águas Vivas, somos contagiados, somos desafiados a estar também nesse Altar. É algo que simplesmente percebemos. Mas, aí também teremos o poder de escolha de continuarmos longe do Altar, desfrutando do Perfume de Cristo nos outros, ou nos voltarmos depressa para o Santo Lugar e sermos impregnados com a presença de Jesus.

O Senhor Jesus vivendo em nós nos fará saber ouvir as críticas, ainda que injustas, pois ‘Ele foi injuriado, mas não abriu a sua boca’. A vida Dele em nós nos capacitará a receber e a buscar o conselho, a exortação, com a mesma atitude com que recebemos o louvor. Haverá temor ao ouvirmos o elogio, pois somos provados toda vez que o recebemos. Não almejaremos posições, nem o reconhecimento dos homens com relação a qualquer coisa que pensamos ser ou que fazemos, pois o Senhor não recebeu e nem buscou a glória dos homens. Haverá paz. Haverá contentamento. Haverá rendição. Quantas vezes somos como os filhos de Belial, cheios de espinhos, ferindo aqueles que nos tocam!! (IISam. 23:5-7). Quantas vezes rejeitamos até mesmo o cuidado expressado em uma palavra de exortação, para que não nos ‘endureçamos pelo engano do pecado’ (Hb 3:13), e acabamos afugentando de perto de nós aqueles que estavam sendo usados pelo Senhor para nossa santificação!! Quantas vezes rejeitamos o conselho da parte do Senhor e nos fartamos das palavras agradáveis a nossa vontade! (IReis 12:1-14). Quantas vezes perecemos no erro e no engano, porque aqueles que poderiam nos alertar perderam a liberdade e a coragem de tratar conosco, diante da nossa couraça de ego lotada de espinhos, pronta a ferir, a refutar, a afugentar os instrumentos de Deus para tratar com nosso ego!

 

Fonte: Como vencer o orgulho

https://palavrasdecristo.wordpress.com/2011/07/13/como-vencer-o-orgulho/

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