A inquietação da nossa alma

“O entretenimento é o substituto de Satanás para a alegria. Quanto mais alegria no Senhor você tem, menos entretenimento você precisa.” Leonard Ravenhill

Essa frase de Ravenhill me chamou muito atenção pela profundidade da verdade que ela expressa. Entretenimento significa algo que tem a finalidade de entreter
(manter sua mente em algo) e distrair (tirar sua mente de algo).

Veja bem, se sua mente sempre estiver entretida na TV, em filmes, num seriado que nunca tem fim, numa novela que te enrola por meses, nas músicas que nunca te deixam sozinho com seus pensamentos mas te enche de pensamentos inúteis, nas baladas sucessivas de cada fim de semana, nas festas intermináveis oferecidas por todos os lados, você sempre estará distraído por alguma coisa que te desviará dos seus problemas, das suas dores, da sua realidade, mesmo que seja temporariamente e que vc precise recorrer aquele escape sempre e sempre.

Uma alma inquieta necessita de entretenimento, conhece várias formas de alma inquieta e não me refiro aqui a uma pessoa elétrica como eu, mas inquieta interiormente.
Conheço pessoas que aparentemente são calmísssimas mas que necessitam da TV como uma forma de fugir da realidade, de frente pra TV é o seu mundo, a Tv mantêm sua mente focada em todos os assuntos da hora e tiram sua mente de seus problemas, é uma fuga.
Conheço outras que nunca estão em silencio, nunca estão sem musica, no quarto, no carro, no celular, com os fones de ouvido, detestam estar consigo mesmas, nunca ouviram outra voz que não as das musicas que espalham todo tipo de pensamento vazio, sem valor real, ilusões, paixões, revolta, decepções e tudo o mais.
Conheço outras que como eu era, necessitam sempre estar em movimento, eu nunca queria parar, com a alma inquieta, nunca tinha sossego dentro de mim, queria sempre sair, se em um sábado não tivesse uma balada, uma festa, uma saída, já me angustiava, eu nunca queria ficar sozinha, nunca queria ficar parada, toda aquela correria e agitação era para fugir, de mim mesma, de meus problemas, de minha falta de paz, de minha solidão que continuava comigo mesmo no meio da multidão, eu nunca tinha tempo para meditar no que se passava de errado comigo, outros erros se sucediam em cadeia e me impediam de parar de errar.

Shows, festas, filmes, encontros, bares, tudo coopera para as mentes inquietas nunca se aquietarem e se sentirem alegres, em movimento, mas como qualquer outro vício, a sensação boa de alegria e bem estar, passa e é necessário repetir a dose, repetir a música, o show, o bar, a bebida, a balada, o filme, a TV que nem pára mas a programação, e nesse ciclo vicioso de repetição muitos se perdem dentro desse ciclo sem fim e não se dão conta que a alegria passageira sempre se esvai e que o vazio que sentem sempre esta presente.

Se por um momento ouvissem o silêncio, no silêncio ouviriam Deus dizer: só eu preencho o vazio de sua alma porque ele foi feito para eu morar. Só Eu posso te satisfazer mas sua mente esta distraída demais para me ouvir.

“Pois ele satisfaz a alma sedenta, e enche de bens a alma faminta.” Salmos 107:9

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