Critérios próprios ou critérios de Deus

De todas as parábolas que Jesus contou, a que mais me impressiona e me toca é a do “filho pródigo”- Lucas 15:11-24 – me vejo nela, sou eu ali, é minha história com Deus e como Ele não me rejeitou.

Eu vivi 39 anos com meu coração longe de Deus, eu vivia pela minha cabeça, ou seja, todas as decisões e escolhas da minha vida eram tomadas baseadas em meus critérios, eu julgava por mim mesma o que era certo e errado e o que era bom ou ruim para mim sem me importar se minhas escolhas iam ofender a Deus e a seus critérios.

O início dessa parabola conta que o filho pediu sua parte da herança e partiu pra uma terra distante e começou a desperdiçar seus bens – porque ele foi para uma terra distante?

Por que Ele não queria ficar perto do Pai, de seus conselhos, debaixo de sua orientação, ele queria tudo que o Pai poderia lhe dar mas nao queria proximidade com o Pai, não queria compromisso, não queria sua amizade nem sua presença por perto, ele teria um Pai bem distante, e só queria mesmo as coisas que esse Pai poderia lhe oferecer, eu era assim.

Eu vivi 39 anos exatamente assim, com minha vida, minha saúde, minha família, tive filhos que Deus me deu em sua bondade mas usei tudo do meu jeito sem me preocupar se do meu jeito ofendia os mandamentos, os princípios e critérios de Deus.

Os princípios de Deus eram relativos para mim, Deus era relativo para mim, eu O encaixava na minha vida de acordo com meus interesses, agradar a mim mesma vinha em primeiro lugar, essa sempre foi a disposição do meu rebelde coração e fui desperdiçando tudo que Deus havia me dado: estraguei muitas coisas em mim mesma, saia da minha boca palavras que ofendiam a Deus, saiam do meu coração atitudes que ofendiam  Deus, estraguei meu relacionamento com meus pais, meus irmãos, minha filha, meu casamento, agindo por meus critérios que eram baseados em me satisfazer, eu era o centro, o mais importante, Deus era algo totalmente secundário em minha vida pródiga, eu era religiosa, eu acreditava em Deus mas meu coração não se rendia à vontade dEle.

Algo que me impressiona em tudo isso é o amor de Deus, Ele ama porque Ele é o próprio amor, Ele é bom porque Ele é a própria bondade, não porque eu mereço, minha atitude por 39 anos foi ignora-lo, eu queria manter distância dEle pois queria mandar em mim mesma, ser dona do meu nariz, achando eu que seria capaz de decidir o que era melhor pra mim mesma.

Sem reconhecer que perto dEle eu teria tudo, todo o seu amor, cuidado, zelo e direção, dentro dos seus criterios de sabedoria, sabedoria de quem criou todo o universo e a mim, quem me conheceria mais que meu Criador? Mas eu era pródiga, rebelde, independente e agia como tal.

E quando me achei no fundo do poço das consequências de minhas próprias escolhas, eu chorei, angustiada e sem paz fui ate Ele sem saber se Ele me receberia e ai esta a parte mas linda da parábola, no versículo 20: “levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.”

Não tenho como não chorar toda vez que leio essa parte: os braços abertos do Pai na porta me esperando voltar, que amor é esse? Cheio de compaixão, me acolheu, não me rejeitou e em seus braços me joguei, me escondi e me rendi. Quem ousará me tirar dos braços do meu Senhor? Jamais encontrei lugar seguro como esse.

Ao me aproximar dEle, ao conhecê-lo, ao andar perto dEle fui descobrindo o quanto eu era suja de pecado, de rebeldia, de mim mesma e o quanto eu necessitava do seu perdão e entendi que Ele mesmo, meu Pai, ja havia providenciado o perdão dos meus pecados em Seu Filho Jesus e como eu poderia recusat tão grande salvação?

Me rendi ali mesmo, aos prantos, me levantei do trono que eu regia e o entreguei ao Rei Jesus e Ele me disse, (eu nunca esquecerei essa frase): de agora em diante, vamos fazer do meu jeito. Eu me arrenpendi dos 39 anos sendo dona de mim mesma e das minjas vontades e me rendi ao governo do Senhor Jesus.

Ainda ouvi os versículos 23 e 24: “trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado.”
Eu estava perdida, cega, rebelde, cheia de mim e de critérios desse mundo, mas fui encontrada pelo meu Bom Pastor e entreguei a direção da minha vida a Ele.

A partir daquele encontro, não sou mais guiada por critérios próprios, senão pelo Espírito Santo de Deus e à obediência ao Senhor e a sua Palavra. Os valores, pensamentos e princípios do mundo nada significam para mim, mesmo que todos ao meu redor estejam praticando-os e defendendo-os.
E em tempos de necessidade, de angústia, de problemas, de dificuldades, Deus é quem me sustenta, é à Deus que recorro para a solução dos meus problemas.

Meu foco não sou mais eu, o trono do meu coração não é mais meu, minha vida não é mais minha, eu pertenço a Jesus, meu Rei, meu Senhor, meu Salvador. Todos os critérios de minhas escolhas e decisões se baseam na Palavra de Deus, em seus ensinos, em seus princípios e todos os princípios desse mundo por mais aceitos, legalizados, defendidos pela maioria, de nada valem para mim pois eu tenho um Rei chamado Jesus, Ele reina, governa minha vida, me direciona, Ele vive em mim e sua Palavra é luz para o meu caminhar.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s