Orgulho: o veneno do próprio Satanás

Todas as desgraças das quais o mundo tem sido o cenário, todas as suas guerras e derramamento de sangue entre as nações, todo o egoísmo e sofrimento, toda a ambição e inveja, todos os seus corações partidos e vidas amarguradas, com toda a sua infelicidade cotidiana, têm sua origem no que o orgulho maldito e infernal — seja o nosso próprio ou o de outros — nos trouxe. 

Quando a velha serpente – Satanás – que foi expulsa dos céus por seu orgulho, falou suas palavras de tentação aos ouvidos de Eva, essas palavras levavam consigo o próprio veneno do inferno. E quando Eva ouviu, e entregou seu desejo e sua vontade à possibilidade de ser como Deus – que foi o mesmo desejo que derrubou Lúcifer – conhecendo o bem e o mal, o veneno entrou em sua alma, sangue e vida, destruindo para sempre aquela abençoada humildade e dependência de Deus que teria sido nossa ( da humanidade ) felicidade perpétua. 

Como fruto dessa semente de independência e rebeldia contra Deus, sua vida e a vida da raça que veio a nascer dela se tornaram corrompidas desde a raiz com o mais terrível de todos os pecados e maldições: o veneno do orgulho do próprio Satanás. 
É o orgulho que faz a redenção do homem necessária; é do nosso orgulho que precisamos, acima de todas as coisas, ser redimidos! E nossa compreensão da necessidade de redenção vai depender grandemente de nosso conhecimento da terrível natureza do poder que entrou em nosso ser. 

Nenhuma árvore pode crescer se não for na raiz da qual brotou. O poder que Satanás trouxe do inferno (o orgulho e rebeldia contra Deus) e lançou para dentro da vida do homem, está operando diariamente, a todo tempo, com grande poder por todo o mundo. Os homens sofrem por sua causa; eles temem e lutam e fogem disso, e ainda não sabem de onde isso vem e de onde provém sua terrível supremacia! Não é de admirar que eles não sabem onde ou como isso deverá ser vencido. 

O orgulho tem sua raiz e força em um terrível poder espiritual, tanto fora de nós como dentro; tão necessário como confessá-lo e lamentá-lo como sendo nosso próprio é conhecê-lo em sua origem satânica. Se isso nos leva a um desespero completo de, absolutamente, subjugar e expulsar esse orgulho, isso nos levará o quanto antes ao único poder sobrenatural no qual nossa libertação poderá ser encontrada: a redenção do Cordeiro de Deus. 

Assim como precisamos olhar para o primeiro Adão e sua queda para conhecer o poder do pecado dentro de nós, precisamos conhecer também o Último Adão (Jesus) e Seu poder para nos dar interiormente uma vida de humildade tão real e permanente e dominante quanto tem sido a do orgulho. Temos nossa vida de Cristo e em Cristo, tão verdadeiramente como de Adão e em Adão. 

Temos de andar arraigados Nele “retendo a Cabeça, da qual todo o corpo (…) cresce o crescimento que procede de Deus” (Cl 2.7, 19). A vida de Deus, a qual, na encarnação, entrou na natureza humana, é a raiz na qual devemos estar firmados e crescer.

Nossa única necessidade é estudar e conhecer e confiar na vida que foi revelada em Cristo como a vida que agora é nossa, e espera por nosso consentimento para ganhar possessão e domínio de todo o nosso ser. Cristo é a humildade de Deus incorporada na natureza humana: o Amor Eterno humilhando-se a Si mesmo.

Creia com todo o seu coração que esse Cristo, a quem Deus lhe deu, assim como Sua humildade divina fez o trabalho para você, também entrará para habitar e operar em você e para fazer o que o Pai deseja que você seja. 

Trecho do livro: “Humildade: a beleza da santidade” de Andrew Murray

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