Criador x Criatura

Deus é o Criador de tudo que existe nos céus e na terra e o homem é sua criação mais especial, mas amada. O homem foi a única criatura feita à imagem e semelhança do Criador para expressar a sua glória e bondade na terra, através de uma família de homens semelhantes a Ele mesmo.

Como Deus é eterno, onipresente e onipotente, e sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder, e é nEle que todas as coisas existem, a relação da criatura com Deus somente poderia ser uma relação de ininterrupta e absoluta de dependência. 

Tão certo como Deus, pelo Seu poder, criou uma vez, assim também, pelo mesmo poder, Deus nos sustenta a cada momento. A criatura (o homem) não tem somente de olhar para trás, para a origem e para os primórdios da existência, e reconhecer que todas as coisas vêm de Deus e apresentar-se si mesma como um vaso vazio, no qual Deus possa habitar e manifestar Seu poder e bondade pois foi para isso que Deus o criou.

A vida que Deus entregou é concedida não de uma vez, mas a cada momento, continuamente, pela operação incessante de Seu grandioso poder. A humildade, o lugar da plena dependência de Deus, é, pela própria natureza das coisas, a primeira obrigação e a virtude mais elevada da criatura, e a raiz de toda virtude.

O orgulho, ou a perda dessa humildade, então, é a raiz de todo pecado e mal. Foi quando os anjos agora caídos começaram a olhar para si mesmos com autocomplacência que foram levados à desobediência, e foram expulsos da luz do céu para as trevas exteriores. 

E também foi quando a serpente exalou o veneno do seu orgulho, o desejo de ser como Deus, no coração de nossos primeiros pais ( Adão e Eva) que eles também caíram da sua posição elevada para toda a desgraça na qual o homem está, agora, afundado. 

No céu e na terra, orgulho — auto-exaltação — é a porta, o nascimento e a maldição do inferno. Por isso, nossa redenção tem de ser a restauração da humildade perdida, o relacionamento original e o verdadeiro relacionamento da criatura com seu Deus.

E, portanto, Jesus veio trazer a humildade de volta à terra, fazer-nos participantes dessa humildade e, por ela, nos salvar. Nos céus, Ele se humilhou para tornar-se homem. Nós vemos a humildade Nele ao se dominar a Si mesmo nos céus; Ele a trouxe, de lá. Aqui na terra, “a Si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte”. Sua humildade deu à Sua morte o valor que ela hoje tem e, então, se tornou nossa redenção.

Trecho do livro: “Humildade: a beleza da santidade” de Andrew Murray

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