O Evangelho sem Reino

A igreja se distanciou muito da pregação do evangelho que Jesus e os apóstolos pregaram no início da igreja primitiva e hoje estamos na era do Evangelicalismo que prega um evangelho distorcido e gera milhares de “seguidores” ou “simpatizantes” ao invés de gerar discípulos de Jesus com uma nova vida, uma vida regenerada pela obra sobrenatural do Espírito Santo de Deus.
Abaixo segue uma entrevista com o pastor Jorge Himitian sobre ” O que é Evangelho do Reino de Deus”.

Pergunta: Como você explica essa expressão Evangelho do Reino?

Resposta de Jorge Himitian:
– Até os anos 50 e pouco, muitos países latino-americanos, como a Argentina, o Brasil, Chile e outros países tinham o estilo do evangelho pregado pelos primeiros missionários, por várias décadas, um estilo anti-católico.
O que isso quer dizer? Como esses países eram predominantemente católicos, pregar o evangelho era quase que atacar os erros da igreja católica – não estou criticando o que se fez e sim, descrevendo o que se fazia. Se falava: o único que salva é Jesus Cristo, porque Maria não salva, os santos não salvam, o único mediador entre Deus e o homem é Jesus Cristo e isso tudo é verdade. Esse foi o estilo da pregação do evangelho durante décadas.
A controvérsia era uma coisa muito forte, então, ser um evangélico era ser um anti-católico basicamente.

– Mas a partir da década de 50 houve uma virada e começou-se a se pregar um evangelho baseado nos evangelistas internacionais, um evangelho diferente, um evangelho de ofertas que centralizou a pregação no amor se Deus e no perdão dos pecados e a pergunta era: quem queria ter paz, ter felicidade, perdão dos pecados, quem queria ter vida eterna?
A pregação era: você não tem nada o que fazer, só tem que aceitar a Jesus e a fórmula usada foi: para ser salvo, você tem que aceitar Jesus como teu Salvador pessoal.
Enfatizava somente os benefícios da Salvação mas sem estabelecer com clareza qual a condição bíblica para o pecador ser salvo.

– Estudando os evangelhos na Bíblia, descobrimos que o evangelho que Jesus pregou era diferente disso tudo, Jesus não pregou um evangelho anti-católico, nem um evangelho de ofertas, nem um evangelho anti-judeu.
Jesus pregou o evangelho do Reino de Deus mas essa expressão evangelho do Reino de Deus se tornou uma expressão inexistente nas igrejas evangélicas.
Eu nasci num lar evangélico, desde menino fui à igreja com meus pais, passei anos no seminário para estudar, participei de muitas campanhas e reuniões nacionais e internacionais de evangelização, mas até os 26 anos de idade, nunca em minha vida nem ouvi nem preguei sobre o evangelho do Reino de Deus.
Pregávamos o evangelho mas sem o Reino. Qual a diferença então?

– Ai veio a revelação sobre o senhorio de Cristo, quando Deus abriu nossos olhos e vimos nos evangelhos que Jesus ia em todas as cidades e aldeias pregando o evangelho do Reino de Deus e nos evangelhos encontramos 130 versículos que falam sempre: evangelho do Reino de Deus. Isso não é um detalhe menor.
Parece que estávamos com um véu, vimos a palavra evangelho e não vimos a palavra Reino.

– E o que é Reino? Reino é o governo de Deus. Vimos que todo Novo Testamento não há um só versículo que declare que para que o pecador seja salvo, tem que aceitar a Jesus como Salvador mas a Bíblia diz outra coisa, Paulo diz em Romanos 10:8-9 – ” esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares que Jesus é o Senhor, e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.” Paulo não diz, se confessares que é o Salvador.

– A condição bíblica em todo o Novo Testamento para conversão é aceitar a Jesus como Senhor, não simplesmente como Salvador.
Porque Salvador é aquele que me salva, me dá paz, me dá vida eterna, tudo bem, Jesus é o único e glorioso Salvador, bendito Salvador. Mas qual a condição,para que esse Salvador me salve? Tem uma condição: tenho que aceitar esse Salvador como meu Senhor.
Quando eu aceito Jesus como meu Senhor, Ele se transforma em meu Salvador e essa palavra Senhor em grego no Novo Testamento, significa reconhecer Jesus como a máxima autoridade em minha vida, o dono, o amo, o dono da minha vida.

– Então não simplesmente aceito o seu perdão. Há uma condição: Jesus tem que passar a ser o dono da minha vida e a autoridade absoluta da minha vida e nesse momento Ele se constitui em meu Salvador.

 

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