Evangelicalismo – UM ERRO TRÁGICO

Fico perplexa em ver por todos os lados pessoas que se denominam “evangélicas” mas que vivem como os mundanos, não demonstram nenhum fruto de que se arrependeram de sua velha maneira de viver, não se sentem constrangidas pelo pecado, não sentem angústia pela multiplicação da iniquidade no mundo, pecam e continuam pecando numa atitude de afronta a Deus mas ao mesmo tempo, sob a “cumplicidade” de suas “igrejas”.

Retirei do livro de John Macarthur, ” O Evangelho segundo Jesus”, algumas partes que falam como essa permissividade no meio evangélico, de receber pessoas que não nasceram de novo em Cristo como “irmãos”, causou esse cenário trágico na história da igreja atual.

Segue abaixo o texto da página 10 à página 11:

“Por que a igreja de hoje é tão fraca? 
Por que anunciamos tantas conversões e arrolamos tantos membros à igreja, mas causamos impacto cada vez menor sobre a nossa sociedade? 
Por que não se pode distinguir os crentes dos mundanos? 
Será que não é porque muitos chamam de crentes pessoas que na verdade não são regeneradas? 
Não será que muitos estão tomando “forma de piedade, negando- lhe, entretanto, o poder” (2 Tm 3.5)?

Trata-se de um erro trágico. Trata-se da idéia, de que alguém pode ser um cristão sem ser um seguidor do Senhor Jesus Cristo. 
Reduz o evangelho ao mero fato de Cristo ter morrido pelos pecadores, e requer dos pecadores apenas um simples consentimento intelectual deste fato; e, em seguida, lhes oferece uma garantia de segurança eterna, quando, na verdade, é bem possível que não tenham nascido de novo. 

Esse tipo de visão distorce a fé, tornando-a irreconhecível — ao menos para os que sabem o que a Bíblia diz sobre a fé — e promete uma falsa paz a milhares de pessoas que têm dado um consentimento verbal a esse cristianismo reducionista, mas que realmente não fazem parte da família de Deus.

Esses eruditos, pastores, e mestres da Bíblia precisam aprender:

— que não há justificação sem regeneração. Foi Jesus quem dis- se: “Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.7).

— que a fé sem obras é morta, e que ninguém jamais será salvo por uma fé morta. Tiago disse que a fé sem obras é inútil (Tg 2.20).

— que a marca da verdadeira justificação é a perseverança na reti- dão, até o fim. Jesus disse aos seus discípulos: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseve- rar até ao fim, esse será salvo” (Mt 10.22).

— que a fé num Jesus que é Salvador, mas não é Senhor, é fé num Jesus arquitetado pelo próprio indivíduo. O Jesus que salva é o Senhor — não há outro — e foi Ele quem disse: “Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46).

— que se alguém quer servir a Cristo, “a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-O” (Lc 9.23).

— que sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).”

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