Como sou indigna do amor e do perdão de Deus

Lucas 15.11-32 “Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte que me cabe dos bens . E ele lhes repartiu os haveres” (vv 11 e 12)

Ao ler a parábola do filho pródigo, me vi, era eu mesma ali, agindo daquela forma leviana com Deus.
No direito civil, Pródigo é a pessoa que se revela por um gasto imoderado capaz de comprometer seu patrimônio. Pródigo é que aquele que esbanja, gasta em excesso, dissipador.
Foi dessa forma que vivi por 39 anos de minha vida, esbanjei a vida que Deus me deu, meu Criador me teceu no ventre de minha mãe, me deu o seu fôlego de vida, saúde, filhos e eu esbanjei tudo que ele me havia dado, da forma mais leviana possível, ignorando seus mandamentos que me dariam vida e seus decretos, seus desígnios, seus conselhos.

Aos 39 anos me vi na lama com os porcos, atolada na lama e com minha vida toda embaraçada como consequência de meus erros e decisões independentes de Deus, eu estava completamente longe de Deus e perdida, o desprezava, o ignorava em meus caminhos, estava longe de sua proteção, de seu reino, de sua casa.

“Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. “O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho ’. (Lucas 15:17-19, 21)
E ai, cai em mim, me toquei que eu estava morrendo, me destruindo, longe do Pai, de quem me fez, de quem me amava e mesmo podre, fedorenta, suja e cheia de lama, fui até Ele e disse: me ajude.
Pequei contra ti, te ignorei, te desprezei, te ofendi, te entristeci, mas me ajude, me socorra, me salve.
E Deus não me rejeitou: “Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. “Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso. (Lucas 15:17, 18, 20, 22-24 NVI)

Deus não me rejeitou, suja, imunda, derrotada, estragada – Ele abriu os braços e me acolheu e me disse: eu não desisti de você. Ah meu Senhor, que amor é esse?
O amor do meu Jesus que Santo, Santo, Santo, se fez pecado por mim para que nEle eu fosse feita justiça de Deus. ( 2 Cor 5:21)
Não sou digna de Ti meu Senhor, não sou digna de teu amor, de teu perdão, de teu sacrifício, de tua morte nem de tua vida. Sou indigna, perversa, pobre e nua, nada tenho pra te oferecer.
Minhas mãos estão vazias.
E o meu coração está cheio de gratidão.

Todo mérito é teu e sempre será, todo amor, todo perdão, toda bondade, toda perfeição pertence a ti, todo louvor, toda glória, toda honra sejam dadas a Ti para todo o sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.

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